Não deixe seu problema atual para seu eu do futuro

O BUG do milênio foi um problema computacional ocorrido na virada do milênio, ou seja, do ano de 1999 para o ano 2000, ocorreu devido principalmente a limitação de armazenamento devido ao alto custo dessa propriedade computacional na época. Os sistemas armazenavam a data apenas com dois dígitos, ou seja, 86 significava 1986 e 00 significava 1900, isso já deve dar a você a magnitude dessa falha que foi um marco na história da computação.

Datas, dias, horas e segundos são extremamente difíceis de se obter precisão em nossas mentes apesar de hoje em dia termos assistências dos tais computares para tal tarefa, ainda assim há sem dúvida uma demora ou lentidão para buscarmos quando, com precisão, certo fato ocorreu. Imagine agora você se deparando com um problema elétrico grave na casa que você mesmo construiu, percebe então que essa falha que sempre houve na casa lhe trouxe despesas incalculáveis durante anos. Você pagou pela falha, agora se arrepende e culpa a si mesmo no passado por não ter dado a devida atenção ao problema.

É assim que infelizmente muita coisa funciona no nosso dia-a-dia, sem um planejamento mais profundo para tarefas futuras acabamos deixando os problemas atuais ocultos para que só no futuro nos demos face-a-face com ele novamente. Então por que continuar fazendo essa maneira de agir se tornar um habito em nossa vida? É algo que não se da pra se pensar depois, se é disso que a problemática se trata, não deixar e resolver agora o que precisa ser resolvido.

Em 2038 haverá novamente uma grande falha computacional que está sendo conhecida como o novo BUG do milênio. Ela traz consigo a mesma temática da primeira falha, trata-se de um problema relacionado ao armazenamento em memória da variável que conta o tempo decorrido desde a criação de um determinado sistema. Interpretando isso de forma claro vemos que o tempo passou e novamente fomos atingidos pela nossa necessidade de resolver rápido um problema grave sem a devida preocupação para o futuro.

Do ponto de vista tecnológico, poderíamos discutir os pormenores e impacto dessa falha por dezenas de linhas, mas não é o objetivo desse texto, é ele sim colocarmo-nos diante de nossa falta de visão total quanto a resolução dos nossos problemas e também o quanto temos pressa para passarmos por cima de situações que comumente deixamos em baixo do tapete.

A ansiedade nasce da vontade demasiada de deseja algo que vai a cima de nós mesmos, foi isso que podemos aprender com os BUGs computacionais anteriores, o controle e pressão nós bota numa situação que ficávamos cegos pela pressa pois queremos nos livrarmos dessa força que nos deixa loucos. É contra ela que principalmente o ser humano ignora e posteriormente irá se culpar por ter tomado essa posição.

Comparando todo o campo da tecnologia atual e com nosso psicológico vemos que eles têm muito em comum, problemas graves, falhas de segurança e problemas que eram vistos como leves e que não foram necessariamente evidenciados. Algo que é feito hoje com pressa, com desleixo e sem atenção retorna a nós no futuro. Lá podemos estar despreparados, podemos estar já sem energia para rever ou criar uma nova solução para corrigir o que ocorreu no milênio passado.

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